Horizontes do solo

OBJETIVO: apresentar os principais horizontes do solo (A, B e C); demonstrar que os horizontes do solo influenciam diretamente o desenvolvimento das plantas; discutir a importância da preservação do horizonte A do solo.  

MATERIAL NECESSÁRIO PARA EXECUÇÃO DA ATIVIDADE:  

PROCEDIMENTOS:

Inicialmente deverão ser coletadas as amostras de horizontes A, B e C do solo. Preferencialmente as amostras de horizonte A, B e C devem ser coletadas em algum barranco situado próximo, desde que não tenha sido anteriormente alterado por terraplanagens ou aterros. Seria interessante que os próprios participassem na coleta das amostras no barranco.  

 

O horizonte A é a porção superficial do solo, que usualmente é mais escura;  

 

O horizonte B é a porção vermelha, amarela ou marrom do solo. Normalmente está situado abaixo do horizonte A, embora alguns solos jovens não possuam o mesmo. Em geral o horizonte B não é escuro como o horizonte A, nem apresenta cores mescladas como o horizonte C;  

 

O horizonte C é a porção que normalmente apresenta mescla (mistura) de cores, que pode ou não conter presença de fragmentos de rocha, do solo denominado de horizonte C, seco e triturado. Normalmente este é o último horizonte antes da rocha, mas em solos muito profundos pode não estar aparecendo no perfil, pois o horizonte B pode ser muito espesso;  

 

Se tiver dificuldade na identificação dos horizontes, veja antes o vídeo disponível no link: https://vimeo.com/31294007 

Inicialmente, é essencial que os alunos possam manusear amostras dos diferentes horizontes do solo, observando as variações em cor, dureza, pegajosidade e a presença de raízes e organismos vivos. Recomenda-se incentivar a percepção da presença de raízes, que é um ótimo indicador de condições favoráveis ao crescimento das plantas. 

Caso o solo coletado apresente grandes blocos, pode-se utilizar um rolo de macarrão para triturá-lo, deixando-o mais solto. Torrões muito grandes podem reduzir o contato entre o solo e as sementes, o que pode dificultar a germinação. 

Coloque uma amostra do horizonte A em um vaso, outra do horizonte B em um segundo vaso, e do horizonte C em um terceiro. Utilize etiquetas para identificar cada horizonte. 

Em cada vaso, semeie aproximadamente 20 sementes, cobrindo-as com uma leve camada de solo. Tome cuidado para não deixar as sementes expostas ou enterrá-las excessivamente, pois, quanto menor for a semente, menor deve ser a profundidade da semeadura. É importante que todos os vasos recebam a mesma quantidade de sementes. 

Os vasos devem ser posicionados próximos a uma fonte de luz, como uma janela ou no pátio, para garantir o desenvolvimento das plantas. Realize regas frequentes, porém sem excesso, evitando o encharcamento, pois as raízes necessitam de oxigênio. Ao mesmo tempo, não permita que o solo resseque para evitar que as plantas sofram por falta d’água. Evite respingar água com muita força na superfície, para não expor as sementes. 

O experimento leva cerca de duas semanas para apresentar resultados, dependendo da espécie semeada e das condições climáticas. Pode ocorrer que outras sementes presentes no solo germinem; nesse caso, remova manualmente essas plantas espontâneas, para que não interfiram nos resultados. 

No início, pode não haver diferença visível entre os vasos, já que as plantas jovens ainda estarão utilizando as reservas da semente. Assim que for observada uma diferença clara no desenvolvimento das plantas, o professor poderá concluir o experimento com a participação dos alunos. Avalie a quantidade de plantas germinadas, a altura e a cor das folhas, comparando os resultados entre os vasos. Se houver uma balança disponível, as plantas podem ser cortadas rente ao solo e a parte aérea pesada para análise da massa úmida de cada vaso. 


CONCLUSÃO: A formação do solo resulta da interação entre diversos elementos, como rocha, clima, organismos, relevo e tempo, conhecidos como fatores de formação do solo. Durante esse processo, ocorrem transformações, adições, perdas e translocações, originando diferentes tipos de solo que variam em granulometria, cor, teor de matéria orgânica e outros fatores.

O perfil do solo pode ser observado quando há um corte vertical, revelando seus horizontes.

Além dos horizontes A, B e C, outros podem estar presentes, mas sua existência não é obrigatória para a caracterização de um solo. Alguns solos possuem apenas o horizonte A sobre a rocha (camada R), enquanto outros apresentam diferentes combinações desses horizontes.

A perda do horizonte A, causada por manejo inadequado e erosão, compromete a qualidade ambiental do solo e dificulta sua recuperação. Como esse horizonte é essencial para o crescimento das plantas, sua preservação é fundamental para a manutenção da fertilidade do solo.



REFERÊNCIAS:  

LIMA, Marcelo Ricardo de (ed.). Experimentos na educação em solos. 2020. Disponível em: Experimentos na educação em solos (ufpr.br) Acesso em: 28 set. 2024.